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José Nêumanne Pinto: Renuncie, como Diab, Bolsonaro!

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José Nêumanne Pinto:Renuncie, como Diab, Bolsonaro!

No dia 10 de agosto de 2020 José Nêumanne Pinto nos traz a postagem “Renuncie como Diab, Bolsonaro!”. Diab se refere ao primeiro ministro do Líbano (Hassan Diab), onde explodiu uma carga de 2.700 toneladas de nitrato de amônio em um prédio no porto localizado na cidade de Beirute, capital da república. Bolsonaro enviou como emissário brasileiro seu conselheiro, o ex-presidente da república Michel Temer, filho de imigrantes libaneses. Ocorre que Temer está às voltas com problemas de liberação de passaporte, ele está proibido de sair do país por determinação da Justiça, por conta do envolvimento com Joesley Batista, do caso JBS.

Fala também de Flávio Bolsonaro e da primeira dama Michelle Bolsonaro.

Publicações anteriores:

Leia a transcrição: Michelle, Nathalia e peculato  (08/08/2020)

Leiaatranscrição:ConexãoQueiroz-Bolsonaro (07/08/2020)

Leiaatranscrição:Ogeneraleacurapeloreto (06/08/2020)

Transcrição de áudio [207209] Renuncie, como Diab, Bolsonaro!_-UtM6mSbM7c (11,5 min).

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Número de palavras: 1.509

Duração: 11,5 minutos

Palavras por minuto: 131 (baixa velocidade de fala)

Tempo de leitura máxima: 5 minutos

Segue transcrição, estilo editado para blogueiros, com ênfases tonais evidenciados em negrito e com links referenciadores.

(início da transcrição) [00:00:00]

Nêumanne: Olá! Hoje é segunda-feira, 10 de agosto de 2020.

Nêumanne: E eu quero dizer que hoje o mundo tem duas notícias importantes.

1ª notícia: a primeira é que o primeiro ministro do Líbano Assan Diab anunciou a demissão em bloco do seu governo e a renúncia dele.

2ª notícia: o ditador bielorrusso Aleksander Lukashenko anunciou a sua vitória na 6ª disputa eleitoral, e permanece sendo o único ditador europeu a se manter no governo e por eleições. Teve 80% dos votos, menos de 10% foram para a inesperada opositora Svetlana Nikondiskaya (esposa de opositor preso que tomou a campanha do marido para si, candidatando-se à presidência), que enfrentou as maiores vicissitudes, prisões e tal, numa eleição completamente fraudada, mas teve lá 9,9% dos votos.

Lukashenko é um dos líderes de países no mundo que nega a covid-19

Nêumanne: Essa notícia é uma notícia que pode até confortar o Bolsonaro, porque ele não é apenas agora em 3, continua ele mais 3, os negacionistas, o Lukashenko fica no governo, o do Turconimenistão também, o Daniel Ortega também, então ele é um dos 4 negacionistas que fracassaram completamente no combate à covid-19, porque nunca aceitaram. O próprio Trump, que não aceitava, foi obrigado a recuar, mas mesmo assim, pela posição dele, certamente vai perder a eleição antes do fim do ano para o democrata Joe Biden que está alargando cada vez mais nas pesquisas sobre ele. [00:01:45]

Bolsonaro envia Michel Temer ao Líbano em missão de socorro humanitário

Nêumanne: Por falar no Líbano, o Bolsonaro acaba de cometer mais uma da sua coleção de traições ao seu eleitorado. Ele, considerando o fato de que o ex-presidente Michel Temer é filho de um casal de libaneses, ele vai mandar o Temer quarta-feira, depois de amanhã, para o Líbano comandando uma comitiva de ajuda do Brasil, a comitiva vai chegar muito tarde, mas já chega antes alguma coisa do que nada. Antes em algum momento do que nunca. Só que esse atraso da entrega da ajuda brasileira, inclusive médicos, se deve ao fato de que o escolhido pelo Bolsonaro não pode sair do país sem autorização da justiça. [00:02:34]

Nêumanne: Temer, depois que saiu da presidência foi duas vezes preso e ele hoje é considerado um grande conselheiro do Bolsonaro, e também um grande exemplo, o Bolsonaro se mira nele para evitar qualquer tipo de investigação penal, conseguindo, conquistando na base do nosso dinheiro o quinto de votos que ele precisa para não ser investigado penalmente pelo Supremo Tribunal Federal, nem passar algum projeto de processo de impeachment.

100 mil mortes por covid-19 no Brasil

Nêumanne: Isso acontece no momento em que o Brasil passa a barreira das 100 mil mortes por covid. [00:03:21]

Nêumanne: 101.136 mortes hoje cedo, segundo o consórcio da imprensa, sendo mais de 3 milhões de registros de casos. [00:03:40]

Nêumanne: Segundo, o Jair Bolsonaro tenta transferir a evidente culpa dele nisso, nós estamos há 88 dias sem ministro da saúde em plena pandemia, e ele culpou a Rede Globo de televisão sem citá-la, como sempre, de forma covarde e desrespeitosa aos 100 mil brasileiros mortos: “Essa tevê festejou essa data do dia de ontem como uma verdadeira final de Copa do Mundo, culpando o presidente da república por todos os óbitos”.

Nêumanne: Tenho nenhuma procuração da Globo para defender, não tenho nenhuma intenção de defender a Globo, não sou nenhum fã da Globo, nunca trabalhei na Globo.

Nêumanne: Agora, qual é a culpa que a Globo pode ter tido – a Globo ou qualquer veículo de comunicação – pode ter tido – nesses 100 mil mortos? Que tipo de gestão qualquer meio de comunicação no Brasil pode ter, além do fato óbvio de ter cumprido um dever que o governo não cumpriu, só depois é que recuou e passou a fornecer números, mas mesmo assim, números que não são confiáveis. E aí a culpa é da Globo, é do Estadão, é da Folha? Dos meios de comunicação que fizeram o consórcio? E eles assustam a população? [00:04:49]

O presidente nega a covid-19, parte da população acredita!

Nêumanne: A população não está assustada, ela está aí fazendo aglomeração na rua, porque ele diz que o isolamento social não vale nada. E continuamos no tal platô que a Organização Mundial de Saúde aponta que está muito alto, e que portanto a covid continua sendo uma tortura no Brasil. [00:05:07]

Nêumanne: O número de 100 mil é muito importante. Por exemplo, o mundo está abalado com as 150 mortes até agora descobertos lá na explosão, mortes descobertas até agora na explosão de um prédio na zona portuária de Beirute, no Líbano. [00:05:24]

Nêumanne: Olha, nós vamos chegar aos 150 mil, mil vezes isso! Isso é pouco? [00:05:31]

Não tem luto oficial pelos 100 mil brasileiros mortos?

Nêumanne: Bom, o Bolsonaro acha que é! Porque até agora não decretou luto oficial, o Supremo já decretou, e ainda manda esse emissário dele, o intendente, que o intendente é Eduardo Pazuello (interventor militar no Ministério da Saúde), que foi ao Rio de Janeiro dar uma entrevista coletiva e disse o seguinte: “Não é um número que vai fazer a diferença.”! 100 mil não faz diferença? Será que esse cara não sabe nem contar? Ele disse que importa um. Um! Um é 100 mil vezes menos do que 100 mil, ô estafermo! É um completo idiota! A comparação que ele fez: “Ah, não adianta ser 98 mil, 100 mil, 101 mil”. Quê que é isso! Que desprezo é esse? Agora não tem coragem, porque é covardão como Bolsonaro é, e aí vem: “Ah, falam de isolamento social sem satanizá-lo, ao contrário do que o Bolsonaro faz”. Mas aí culpa o primeiro ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, do qual eu não eximo de culpa, pelo fato de o Brasil não tem condições de tentar nada, e agora ele vem falar em tratamento? Que tratamento? A ciência não sabe como tratar, como evitar os casos graves e as mortes. Quem é esse general para decretar que tratamento deve ser iniciado? [00:06:49]

Senador Flávio Bolsonaro se recusa a depor caso tenha câmeras gravando o depoimento no Ministério Público

Nêumanne: Além desse tipo de canalhice, vinda lá da cúpula do Governo Federal, nós temos o primogênito do presidente Jair Bolsonaro, o Senador 0-1 que reconheceu – ele reconheceu – que as imobiliárias das quais ele comprou 12 salas comerciais no Barra Prime Offices, no Centro Comercial de alto padrão na Barra da Tijuca na Zona Oeste do Rio, no caso a Cyrella e a TG Brooksfield, de ter pago essas salas com dinheiro vivo.

Nêumanne: Ele acha que dinheiro vivo é uma forma legítima de pagar. Mas não é. Pode até não ser contra a lei, mas é método usado para lavar dinheiro, por quê? O cidadão honesto, por exemplo, nessa pandemia não sai de casa para contar nota e ir ao banco. Ele faz as transferências no telefone celular, por internet. É um absurdo, isso, ele reconhecer isso! Agora, reconhece e, ao mesmo tempo, entra na Justiça para impedir que o Ministério Público grave e mostre imagens dos depoimentos dele. Que ele só vai fazer agora depoimento se não for gravado nem filmado. [00:08:04]

Nêumanne: Pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus, quer dizer, ele tem duas formas de tratar o seu próprio delito! Uma delas é ficar interrompendo, já conseguiu várias vezes. E agora a outra é essa, não permitir que se façam, se gravem e se filmem os depoimentos dele. [00:08:27]

A doce vida da casta burocracrática brasileira

Nêumanne: Eu queria hoje também não esquecer a notícia do diagnóstico do Instituto Millenium que lançou a campanha Destrava, exatamente hoje, porque descobriu que o Brasil gastou com a folha de pagamentos dos servidores públicos federais, estaduais e municipais três vezes e meia mais do que com saúde e o dobro do que com Educação. Eu vivo batendo nisso, essa casta de burocratas, que inclusive aqueles principais, que são os protagonistas da corrupção bilionária, que não é a única corrupção, essa corrupção mixuruca aí de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa que está se evidenciando no caso do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio, segundo o Ministério Público Estadual, é corrupção do mesmo jeito. É corrupção. Eu falei dos R$ 89 mil dos depósitos do Fabrício e Nathalia Queiroz nas contas de Michelle Bolsonaro, a primeira dama, e teve aí bolsonarista que disse: “Ó, eu fiz as contas, e foram 750 reais por dia, né?”. [00:09:58]

Leiaatranscrição:ConexãoQueiroz-Bolsonaro (07/08/2020)

Nêumanne: Quer dizer, essa gente, além de ser estúpida, é mal intencionada porque essa comparação é absolutamente fora de sentido! Ela quer desqualificar a gatunagem pelo valor. Então, para não desqualificar o gatuno! Tanto faz ser um gatuno de R$ 750, como um gatuno de bilhões de reais, como são aqueles do propinoduto da Odebrecht e das outras empreiteiras corrupteiras. [00:10:34]

Renuncia, Bolsonaro!

Nêumanne: Agora é pior no caso da primeira dama, primeira dama é a primeira dama, é a mulher do presidente, ou seja, uma corrupção da qual participou o próprio presidente. [00:10:42]

Nêumanne: Segundo, porque ele fez uma campanha como sendo o único, ele era o único candidato realmente a presidente, e por isso ganhou, que não estava envolvido no propinoduto das empreiteiras. [00:10:52]

Nêumanne: Mas, agora ficamos sabendo que pelo menos no peculato do filhote, pode ser que ele esteja através da mulher. Mas que vergonha! Que vexame! [00:11:00]

Nêumanne: Olha, faz o seguinte, faz como o primeiro ministro do Líbano, renuncia, vai! Renuncia! Para facilitar para o Brasil pelo menos uma vez na vida, você que até agora só mentiu para todos, inclusive aqueles que votaram em você, Jair Messias Bolsonaro.

Nêumanne: Bom, eu vou ficando por aqui, Direto ao Assunto, inté! E só a verdade nos salvará!

(fim da transcrição) [00:11:27]


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