Como apresentar uma incompreensão em transcrição de áudio

transcrição de áudio e degravação

Como apresentar uma incompreensão em transcrição de áudio

Olá, hoje eu gostaria falar sobre as incompreensões. Quando a gente não entende uma palavra, nós sinalizamos desta forma aqui: como (inint) [00:00:00], tá?

Essa marcação de tempo serve para você auditar o nosso trabalho, para o pesquisador auditar o nosso trabalho.

Quando nós colocamos ininteligível em transcrição de áudio?

Mas quando nós colocamos “(inint)” é a garantia de que a www.TRANSCRIÇÕES.com.br escutou várias vezes para tentar entender essa palavra.

Então a gente pede que o transcritor ouça pelo cinco vezes antes de colocar o “(inint)” e tenha certeza que não entendeu nada.

A recomendação ABNT para apresentar incompreensão em transcrição de áudio

A ABNT nos recomenda que nós coloquemos entre parênteses a hipótese de escuta e muitos transcritores entendem que devem colocar “incompreensível” quando não entendem direito ou uma palavra é desconhecida e não faz parte do português, por exemplo. Então ele coloca “(inint)”.

Eu sou contrário à colocação do “(inint)” nesses casos pela seguinte razão: imagine que o pesquisador, ele está lendo aquela transcrição, já confia no nosso serviço, e aí ele fala: “Ah, eu não vou nem conferir porque eu sei que o servicinho da www.TRANSCRICOES.com.br é bom, então eu só vou conferir algum… os primeiros minutos” e aí ele vai pela leitura, porque é muito mais rápida a leitura.

E de repente ele se depara com “(inint)” lá no meio do trabalho.

Está certo, tempo marcado, etc.. e tal, e aí ele vai ter que voltar à gravação e escutar ou adiantar até aquele trecho para ver o que é que a gente não entendeu. E de repente era uma palavra que tinha algumas sílabas ((enfatizou)) que a gente poderia ter colocado, independente se a gente sabe escrever ou não.

A utilização da hipótese silábica de escuta em transcrição de áudio como alternativa

Por exemplo, um nome famoso, Shopenhauer. O transcritor brasileiro, ele não tem obrigação de saber escrever Schopenhauer, mas ele pode escrever assim… (chopinhauer)… é que esse nome é muito famoso.

Vai, outro nome: Kawanowsky. É um nome… parece, soa meio polonês. Eu não sei se esse sobrenome existe, acabei de inventá-lo. Mas de repente tem um significado para o significado para o pesquisador, Kawanowisky, e a gente não sabe como escrever. Então se a gente colocar “(inint)” e ele ouvir “Kawanowisky”, ele vai entender: “Ah, o pessoal não entendeu isso?”.

E a gente fala que a gente ouve pelo menos cinco vezes. Você tentou 4-5 vezes, depois na revisão você tentou ouvir de novo, e se você ainda não é um transcritor que não ganhou a independência aqui dentro da rede, não foi considerado máster ainda, então o revisor também vai ouvir 3-4 vezes.

E aí ele vai falar “Puxa, mas será que não tinha outra forma de colocar?”. Então eu inventei a tal da hipótese silábica disso. Então, eu posso escrever Kawanowixky da seguinte forma CAUANOVISQUI ((soletrou)). Então, perfeito. De repente você tentou procurar no Google e não achou.

O próprio mecanismo de busca ajuda na transcrição de áudio apresentando várias opções

Não tem aquele microfonezinho do Google? Você pega o seu Android e fala assim “cauanovisqui”, e de repente aparece. Não sei se vá aparecer, ((acha graça)) que eu acabei de inventar.

Então, a gente adotou essa chamada “hipótese silábica”. E aí isso tem por função tentar ajudar o pesquisador quando ele está apurado e já confia no nosso serviço. Aí ele vê lá (Cauanovisqui), a gente escreveu conforme a gente sabia escrever dentro das sílabas do português – que é a nossa língua materna – então se fosse uma transcrição em japonês iria aparecer (Kawanowisuki).

E é bem interessante a parte de fonemas, mas a parte de fonética para nós não interessa, o que interessa é a sílaba que a gente interpretou e colocou lá. De repente aquilo lá o pesquisador não precisa ouvir o áudio e ir lá se certificar, ele já conserva o (Cauanovisqui) e pronto.

Então isso ajuda o pesquisador.

E aí, como a gente já ouviu cinco vezes e vai ter o trabalho de digitar “ininteligível” ou “incompreensível”, ou sei lá, aqui o “(inint) [00:06:09]” com o tempo, não custa nada colocar (Cauanovisqui). E aí, pronto, está feito o nosso serviço.

Porque a gente já foi lá, pesquisou no Google, não achou, então nós botamos aí a melhor hipótese silábica de escuta, “hipótese silábica”. Não é que a gente não entendeu nada, a gente entendeu alguma coisa ((acha graça)) parecida com isso, está certo?

Isso tem valorizado o nosso trabalho, e as pessoas têm reconhecido isso, que houve um esforço da transcrição de tentar representar o som, mesmo que seja de forma errada, mas a silábica pelo menos nós tentamos ajudar.

O Google Tradutor também é boa fonte de pesquisa em palavras estrangeiras e hipótese silábica na transcrição de áudio

Agora é necessário sim, pesquisar no Google, tem a pesquisa por voz agora no Andoid, de repente você tenta repetir aquela palavra.

Ou então põe no tradutor Google, você vai lá e tenta com o microfone falar alguma coisa e ver se aparece em inglês, sei lá, alguma coisa interessante. Por exemplo quando aparece o francês eu tento imitar como um papagaio, coloco lá no tradutor Google francês e vejo o que é que sai.

Aí de repente sai a palavrinha e falo “Opa, até parece que eu sei francês”, mas é o poder do Google, né? OK?

Evita-se apresentar algo como incompreensível em transcrição de áudio

Então, a gente tenta limitar ao máximo esse negócio de apresentar ininteligência.

Mas existem outras formas de apresentar ininteligências? Tudo é variação do mesmo tema.

O nosso é “(inint) [00:07:54]”. As hipóteses de escuta silábica – as hipóteses silábicas – também vão com marcação de tempo.

A marcação de tempo deve ser elegante, seu excesso compromete a leitura

A gente tenta maneirar na marcação do tempo. Por exemplo, se tiver muita ininteligência num parágrafo só, a gente marca um só e deixa dois sem marcar desde que estejam muito próximos. Passou de 5 a 10 linhas, a gente marca de novo o tempo para tentar tornar a leitura mais agradável é isso, não é para economizar dedo não.

Então, a gente tenta se colocar no lugar do cliente, no lugar do pesquisador e aí tenta devolver o melhor possível para ele.

E isso possivelmente outras empresas também podem fazer, outros transcritores, mas a gente acredita que a média das empresas, a média dos transcritores não fazem, só os bastante caprichosos, e a gente acha que a gente é caprichoso, e é por isso que ainda não fechamos o site. ((acha graça)) Mas basicamente é isso, tá?

Conclusão sobre hipótese de escuta e hipótese silábica em transcrição de áudio

As hipóteses de escuta, a gente tenta colocar a hipótese silábica, OK? E aí acho que a gente termina essa pequena série que é introdução para transcritores.

No vídeo 10 então eu vou tentar explicar com profundidade a nossa legenda porque você possa entender direitinho a nossa proposta de trabalho. Aí vai ser uma coisa mais resumida e tal, mas seria bom você ter assistido os dois vídeos anteriores.

Toda série azul do Canal Azul da www.TRANSCRICOES.com.br é voltado tanto para transcritores da rede como para transcritores que desejam fazer parte da rede, mas aí tem todo um processo seletivo que também está descrito em um dos vídeos do Canal Azul da www.TRANSCRICOES.com.br.

O ideal é você assisti-los um a um quando tiver tempo, estiver na fila do banco, se estiver na fila do restaurante, vai ouvindo. Os nossos vídeos foram feitos para serem áudios. Afinal, nós estamos conversando com transcritores. Então a gente tenta fazer de tudo para adequar que a mesma gravação sirva para vídeo e áudio.

No vídeo, a única diferença é que você vai me ver gesticulando alguma coisinha, mas não está perdendo nada não. Está OK?

Links referentes à série curso de transcrição de áudio

Saiba mais sobre as Regras de Transcrição de Áudio

www.transcricoes.com.br

www.transcritores.com.br

01 Como fazer uma transcrição de áudio

de qualidade

02 Quais são os tipos de transcrição de áudio

03 Medindo a sua produtividade em transcrição de áudio

04 Processo seletivo para transcritor de áudio

05 Software de transcrição por ditado

06 O que faltou na gravação da JBS

07 Uso de reticências em transcrição de áudio

08 Os comentários do transcritor em uma transcrição de áudio

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