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2016-03-29
diário de um transcritor 05

Diário de um transcritor 05, o dia do pagamento.

Diário de um transcritor 05 chega ao dia do pagamento. OBA… Uma das minhas grandes alegrias é o dia do pagamento. “Oba, hoje é dia de pagamento”… Durante dois meses recebi pagamento em dia. O combinado era dia 10, mas às vezes atrasava.  “Oi, Elisabete… fui conferir na conta mas meu pagamento ainda não entrou. Você pode me dar uma previsão de quando vai ocorrer o crédito?”

Silêncio mortal… CADÊ O MEU DIN-DIN?

Engraçado, ela costumava responder tão rápido… Em japonês, curiosamente, existe uma onomatopeia para expressar silêncio. “Shiiin”… Em português seria “xiiii, e agora?” ((acha graça))

Empresas que se iniciam pequenas têm o vício das empresas de marketing. Pelo menos algumas empresas de marketing. Duas, na verdade, foram as empresas de marketing que prestei serviços. Elas tem um mecanismo de pagamento que condiciona ao recebimento do cliente. Se o cliente não paga, aí causa um efeito dominó. No fim, todo mundo fica zangado, todo mundo grita e ninguém tem razão, se na padaria não tem pão, né. Não gosto disso. Trabalhou? Precisa receber, independente se o cliente pagou ou não. Fui eu quem contratei você. Eu que assumi o risco quando aceitei trabalhar para aquele cliente e ele não me pagou.

Diário de um trancritor 05, Grandes empresas de transcrição, dia de pagamento.

Sabe, gosto da Bete, mas ela podia ser mais clara comigo. Estou chateado porque não estou conseguindo receber nem 100 reais dela. O que acontece? Entreguei no prazo, caprichei nas revisões e jamais fui grosso com ela. Apenas perguntava se havia previsão para o depósito ou novos JOBs, como a gente fala. Mas, nem pagamento e nem novos JOBs.

Mesmo grandes empresas cometem alguns erros na hora de pagar. Sempre gostei de trabalhar para a empresa que elogiei no capítulo anterior, porque eles pagavam por semana. Depois passaram a pagar por quinzena e hoje não sei como está. Eu achava ótimo o pagamento quinzenal, hoje não sei como está. Talvez eles me enxerguem como concorrente, mas eu os enxergo como colegas de trabalho e de profissão.

Diário de um transcritor 05, toda empresa que quer ser grande quer pagar.

Gosto da empresa para o qual trabalho. Eles me pagaram sempre em dia. Só teve duas vezes que computaram errado, mas deve ser pauleira, lá. E erros, eles me atendem e procuram justificar tudo. Então sinto segurança. Mas eles pagam até um pouco mais que a Bete. Vou me concentrar mais.

Essa é uma reação natural, e acho que não tem nada demais em se fidelizar a alguma empresa de transcrição. Entretanto, essa relação tem seu ônus e seu bônus. A partir do momento que uma empresa se fideliza a você, você tem ônus e tem bônus. O ônus e que às vezes surgirão serviços urgentes. Vamos adiante.

Diário de um transcritor 05, toda empresa quer ter um pessoal fidelizado.

Francamente, eu gosto de trabalhar para essas pessoas, mas eu também preciso ser independente. Alguns amigos acabaram por indicar pessoas, e essas pessoas estão começando a pedir serviço esporadicamente. Mas às vezes acontece de essas empresas com as quais me fidelizei, procuram em horas em que estou lotado de serviço e ainda com serviço de 120 minutos para entregar amanhã. Não gosto disso.

Acho que essa é uma fase natural do transcritor de áudio. Desde que seu trabalho se destaque pela qualidade, pontualidade e muita educação na hora de se comunicar com as outras pessoas, não vai faltar serviço. Muitas vezes as pessoas querem pegar tudo que aparece, se enrolam nos prazos, pedem para amigos fazerem, não revisam o trabalho e tentam cumprir prazo estabelecido. Está certo que é bom cumprir o prazo, mas às custas da qualidade, não. Mandamento número um? Diria, “mantenha a qualidade mesmo que atrase”.

Diário de um transcritor 05, a empresa conta com você.

Puxa vida, hoje recebi um áudio horroroso. Nossa! Que áudio difícil, Jesus… a mulher fala que nem metralhadora, computei 3 palavras por segundo. Digito, digito, digito e não avança. Quê que é isso? Meu Deus do céu. Mas isso deve ser um bom sinal, eles estão mandando as transcrições mais difíceis para mim. É bom pelo desafio, mas não tão vantajoso do ponto de vista comercial. O ideal seria uma compensação, talvez eles também arcarem com transcrição difícil e não mandarem tudo para mim, mesmo que paguem a mais.

Isso é comum. As empresas foram atraídas por Jerry, que faz uma transcrição honesta (sem pular palavras, trocar ordem e com escuta boa), e agora seus supervisores perceberam que Jerry transcreve bem e entrega com qualidade qualquer tipo de áudio, seja de boa qualidade ou não. Ele se esforça, procura termos na internet e quer entregar um trabalho decente, se necessário revisado duas vezes. Nós supervisores percebemos esse capricho. É que nem mãe, sabe quando o filho esconde algo.

Diário de um transcritor 05, o pagamento não saiu.

E agora? Paciência, vou cobrando o mais gentil possível. Mas não pretendo mais trabalhar para a Bete. Se eu um dia tiver uma empresa de transcrição, jamais vou fazer esse tipo de coisa.

Só quem pagou e não recebeu, só quem trabalhou e não recebeu, só quem emprestou e não recebeu sabe o quanto dói isso. Muitas vezes a pessoa não tem dinheiro mesmo, está pior do que nós. Agora, tem empresas que usam dessa enganação. Vão acusar você de entregar uma péssima transcrição, dizer que você é o culpado, ou que eles não têm culpa. Uma empresa séria guarda um dinheirinho para o caso de não conseguir receber do cliente. Faz parte do risco do negócio. Quem é empresário, precisa se portar como tal.

Se o pagamento não saiu? Não tenha dúvida. Acesse o O “Reclame Aqui” é um site de reclamação. Tem cada caso cabeludo…

About the author:

Web aprendiz. Iniciou-se em 2012 na internet em busca de conhecimento. Desde então se encantou com transcrição de áudio.
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