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2015-04-12

Candidatos a transcritor, dicas.

Este post é para marinheiros de primeira viagem que nunca transcreveram nada na vida. É para candidatos a transcritor ou a qualquer tipo de trabalho que se lessem essa postagem evitariam gafes ao adotar algumas dicas que postamos em nosso blog. Sabemos que há necessidade de se trabalhar, mas há a forma de contato que cria um sentimento de simpatia e outra que acaba por criar um sentimento de antipatia.

Artigo atualizado em 16-07-2016.

Não me sentia muito bem nesse dia, então se tem algo que esteja meio forte, me desculpe. Não é intenção ofender ninguém, menosprezar ninguém. Mas foi o dia que recebi um e-mail e fiquei incrédulo. Saiba mais lendo o restante. Resolvi fazer esta atualização porque me escreveram dizendo que o post estava malcriado. O que se segue é a atualização de 16-07-2016. Está frio e chuvoso.

O que mais pode incomodar um profissional?

É o candidato superestimar sua capacidade, com a sensação de que “transcrever é fácil”. “Basta digitar o que ouve, mesmo que esteja errado”. Isso de fato é o que fazemos, parece ser fácil. Mas não é. Só conhecemos a dificuldade de alguma atividade quando a praticamos.

Digitar rápido nem é necessário. Você pode comprar um microfone e ditar para o computador. Mas alguns detalhes são importantes. Receber alguém despreparado para candidatura a um trabalho específico é contratar um amador.

Os ossos do ofício de transcritor.

Nomes estrangeiros: inglês, alemão, francês, polonês, japonês, chinês. Nomes são dos mais variados tipos. Por exemplo, alguém falar o som “cami” significa algo para você? Como você escreveria algum som como “gúguenháimi”? Ou “rarumi”, ou “kai-shang-cheque”?

Palavras estrangeiras ou difíceis.

Palavras estrangeiras: um brasileiro mora na França na rua “quatréme”. É a Rua 4éme, exatamente no sentido de 4a. Avenida de Nova Iorque.

Palavras técnicas ou siglas nacionais ou estrangeiras: “ufipél”, como se escreve e do que se trata? Para os entendidos no assunto, trata-se da UFPel. E “ceenepequê”, como se escreve? CNPq, com o último ‘Q’ minúsculo.

Qualidade de som, gravação e dicção difícil.

Som de qualidade ruim. Tente transcrever com um som baixo, gravado distante do gravador. São 4 minutos e 11 segundos. Experimente transcrever 1 minuto. Só um minuto. Agora. Teste. E envie sua transcrição de um minuto para nós, se conseguir transcrever em menos de 30 minutos TODO o áudio.

Agora imagine enfrentar 60 minutos de conversa desse tipo, ou pior, com pessoas discutindo e brigando em sotaque diferente do seu Estado de origem, ou até mesmo de Portugal ou Moçambique.

Qualidade da compressão de som.

Se desejar saber mais sobre compressão de som clique em Saiba mais sobre compressão de som e seus efeitos para a transcrição de áudio. Tem um artigo interessante que aborda justamente os efeitos da taxa de compressão de áudio e da distância do gravador na transcrição de áudio.

Artigo original publicado em 12-04-2015.

Segue sem edições o artigo original publicado. Relendo, percebi que publiquei isso como um desabafo, mas tem informações importantes sobre o que um candidato a transcritor não deve fazer, pelos motivos que já citei.

Fico ligado ao computador quase 24 horas por dia.

De fato, na verdade, não é bem ao computador, mas o celular acusa com um alegre “pirlimpimpim” quando chega qualquer e-mail. Mas nem sempre fico alegre, depende do conteúdo da mensagem.

Atender ligações, de dia atendo em horário comercial. Não acho simpático quando

A pessoa do outro lado nem aguarda a gente atender, antes do quinto toque já desliga. Eu, pelo contrário, costumo insistir até a ligação cair, quando preciso de algum serviço. Tento de novo horas depois. Após a terceira tentativa, desisto. Mas temos pessoas assim.

Eu aguardo o sexto toque, pelo menos. Não atendo só se eu não ouvi, pois provavelmente deixei o aparelho em algum canto obscuro da casa.

Mas não retorno ligações, pois são muitas vezes de fora do Estado e utilizo pré-pago. Assim, seleciono quem deseja realmente falar comigo. Procuro nunca retornar, mas sim, deixar instruções de como nos contatar pelo e-mail, que é gratuito e pelo menos objetivo e formal.

Sou assim, uma pessoa simples com uma atividade que muitas pessoas consideram simples.

Mas, entender que Guggenheim se escreve desse jeito quando a pessoa fala ‘guguenháimi’, ou Hjelmislev quando ouvimos ‘relmislévi’ ou ainda Camus quando o sujeito fala ‘canî’… é onde vamos nos diferenciando dos transcritores-piratas que não pesquisam as coisas como devem e entregam qualquer texto simplesmente colocando que não entendeu.

Só quem faz seu trabalho direito sabe do que estou falando.

O que me espanta?

Pensei já ter visto de tudo, mas o que me espanta é o amadorismo como as pessoas tem se dirigido a nós quando procuram um site honesto para prestar serviços.

É incrível.

É inacreditável.

É risível.

O que me espanta? Caso 1 – otoelogio.

Otoelogio…

… ou autoelogio, onde se dizem ser pessoas organizadíssimas, com alto grau de educação formal, etc. etc. etc.

Até dá medo contratar uma pessoa dessas, que se julga preparada a atuar profissionalmente, somente porque tem grau superior.

Recebo e-mails de verdadeiros “prêmios nobel”. Não desmerecendo, mas da forma como escrevem – português maltratado, maltrapilho – fariam Camões corar vítima de fortes emoções.

Um deles, em particular, dizia – como era mesmo? – ah, sim. Terminava com um “contemplem meu trabalho, que envio de amostra”, como se fosse um Natureza Morta. Se isso for arte impressionista, fiquei bastante impressionado com a ousadia.

Ou a ‘farta’ modéstia.

Candidatos assim deveriam pelo menos cursar um ensino PRÉ-escola, algum curso que ensine pelo menos um pouquinho de humildade.

O que me espanta? Caso 2 – oto otoelogio.

A pessoa se dizia superorganizada, dedicada, cumpridora de prazos, perfeccionista, e que “concertava” seus erros imediatamente, assim que descobria. Me chamou a atenção para depois chutar o pau da barraca. E que chute poderoso.

O que me espanta? Caso 3 – mais oto otoelogio.

Entre tantos candidatos, um me causou horror, a amostra escreveu o verbo haver conjugado no pretérito perfeito como ‘ouve’. Horrorizado, recuei. Pérola, “transcrever é algo que trás tudo de bom”. É (‘sick’) e (‘sic’).

O que me espanta? Caso 4-5-6 – mentirosos.

Dizem que navegaram por todo o site, adoraram o blog e perguntam:

Como se faz para ser transcritor, que gostaria de trabalhar nisso e não encontrou informação…

Onde encontra um telefone para contato pois não sabe nosso telefone!

Quer saber antes de mais nada “quanto ganha um transcritor?”

Entre outras pérolas, que vendidas na Tiffany’s me renderiam muitos dólares. Ora, tudo o que o candidato precisa saber, reuni neste blog, indicando um curso de transcrição e ainda direcionado a blog especificiamente criado para tanto. Para cima de ‘moi’, camarada? Leu o quê no blog que adorou?

O que mais me espanta?

Os e-mails frequentemente chegam sem ‘curriculum vitae’, sem saudação, sem nome completo, sem assinatura, ou ainda dizendo-se verdadeiros coitados que precisam de ajuda pois perderam emprego e agora tem tempo. E vem escrito errado. Acredita?

O pior de todos?

Gente que deixa uma resposta automática dizendo “obrigado pelo contato, assim que ler seu e-mail responderei”.

Pronto. Era só o que me faltava.

O cúmulo é que muitas vezes perguntam sem cerimônia quanto eu ganho. É problema meu, certo? Que enxeridismo…

A partir de hoje decidi nem perder mais tempo, e-mails mal-feitos ou com as características acima, direto para SPAM.

Contei um dos casos acima no almoço de domingo – macarronada com frango assado – e consegui olhares de incredulidade dos presentes, olhos arregalados.

Não se descuidem de sua comunicação, é o único sinal de vida que recebemos de você e será sempre a primeira impressão que fica.

Por hoje é só, incrédulos amigos.

Mais para frente tem mais sobre candidatos a transcrito que se julgaram espertos.

About the author:

Web aprendiz. Iniciou-se em 2012 na internet em busca de conhecimento. Desde então se encantou com transcrição de áudio.
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